segunda-feira, 21 de março de 2011

Sonegação fiscal

Reportagem publicada em o “Diário do Pará” deste domingo, dá seguimento às denúncias de corrupção na SEFA, envolvendo um suposto esquema de sonegação.
O presidente do Sindicato do Fisco do Pará (Sindifisco), Charles Alcântara, “prega a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa.”.
Segundo a matéria, “Alcântara declara, desde já, sua disposição de relatar, na condição de agente do fisco e de presidente da entidade, tudo o que sabe a respeito do que considera ‘nociva interferência do poder econômico na administração tributária estadual’. E mais: promete dar nomes, sobrenomes e cifras.”.
Declara o presidente do Sindifisco que “a interferência no trabalho dos fiscais da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) ‘está associada à completa degeneração do sistema político-eleitoral’”.
Traduza-se como “degeneração do sistema político-eleitoral” a correspondência que se estabelece entre alguns políticos e o fisco, através de nomeações, politicamente manejadas, de coordenadores da Receita Estadual, ou fiscais da mesma, o que representa certo controle das atividades fiscais por estes políticos.
Se já há conhecimento de como a sonegação fiscal está estabelecida, se o presidente do Sindifisco está disposto a relatar tudo o que sabe e, inclusive, “dar nomes, sobrenomes e cifras”, porque esperar uma CPI para isto?
As CPIs, volto a insistir, são ferramentas de investigação, sem poder de providência consequente: depois de meses de promoções midiáticas faz-se um relatório, juntam-se os depoimentos e envia-se tudo ao Ministério Público respectivamente competente para tomar as providências legais cabíveis.
Se já se sabe de todos os detalhes, se já há “nomes, sobrenomes e cifras” da sonegação fiscal no Pará, querer esperar 90 a 120 dias pela conclusão de uma CPI é uma completa falta de senso: que se entreguem logo os detalhes a quem tem as prerrogativas de tomar as providências.

Fonte: Blog do Parsifal

Mudanças no Simples Nacional prometidas

Desde o ano passado vem sendo prometido e divulgado de forma ampla na midia  mudanças que estão para sair do Simples Nacional. Dentre elas são: o aumento do limite do Simples Nacional,  e também a inclusão de diversas outras atividades que hoje não podem recolher por essa tributação.

E o que se espera por muitas empresas também, que inclusive está dentro dessas   mudanças é a abertura de um parcelamento justamente para que quem deve possa continuar no Simples. Porém, tais mudanças foram prometidas para dezembro de 2010  e não ocorreram. E o que está sendo visto de lá para cá  são inúmeras empresas perdendo a Opção do Simples por débitos.  Agora a pergunta que fica é a seguinte: será que eles estão esperando que todos virem Lucro Presumido ou Lucro Real?? Sendo que muitas dessas micro e pequenas empresas sequer tem condições  de cumprir as obrigações acessórias que tais tributações exigem.Como por exemplo o SPED e o ECD PIS/COFINS que possuem multas altissimas. Ou seja, dá a entender que novamente estão querendo “aumentar arrecadação” através dessas multas. Será que é isso mesmo?? Essa é a dúvida que novamente fica. Não é mesmo??

Autor: Jupira Lucas Zucchetti

segunda-feira, 14 de março de 2011

Empresas Inativas tem até 31 de março para fazer declaração

Está aberto desde o dia 3 de janeiro o prazo para a entrega da Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica (DSPJ) – Inativa 2011. Até agora mais de um milhão já entregaram o documento.

 São inativas as pessoas jurídicas que não tiveram qualquer atividade operacional, não-operacional, patrimonial ou financeira, inclusive aplicação no mercado financeiro ou de capitais, durante todo o ano de 2010.  

A Receita Federal recebeu no ano passado 2.734.638 declarações, sendo 1.559.629 somente no mês de março, o que comprova a tendência dos contribuintes em deixar para entregar o documento na data-limite. Para este ano a previsão de entrega é de 3 milhões de declarações. Até às 8h24min do dia 4/3 haviam sido recepcionadas 1.104.548 declarações.  

A falta de apresentação da Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica (DSPJ) - Inativa 2011, ou a sua apresentação fora dos prazos fixados, sujeita a pessoa jurídica à multa de R$200 (duzentos reais), que será emitida automaticamente, no momento do envio da declaração em atraso. A multa será gravada juntamente com o recibo de entrega.  

O envio da declaração é feito on-line no sítio da Receita Federal www.receita.fazenda.gov.br

quarta-feira, 9 de março de 2011

Impacto nos cofres da Previdência

Impacto nos cofres da Previdência

Só a simples mensão de mexer na tributação da folha de pagamento repercutiu fortemente entre defensores e oposionistas. Um dos pontos críticos é o temor sobre os efeitos diretos no financiamento das aposentadorias, pensões e auxílios, já que haveria uma perda de arrecadação para os cofres do INSS na ordem de R$ 9,2 bilhões apenas no primeiro ano. Somente com este tributo arrecada-se o equivalente a mais de 8% da renda nacional.
A compensação deveria ser feita com o corte de despesas permanentes, elevação ou até mesmo criação de um novo imposto ou contribuição, como a temida Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).
Ricardo Barros, secretário estadual da Indústria, Comércio e Assunto do Mercosul (Seim), concorda que desonerar a folha favoreceria a formalização de empregos, embora alerta sobre a necessidade de haver compensações. ''Além da redução dos encargos, o que devemos discutir é para que haja uma transferência desses tributos. Hoje, estes são vinculados ao número de empregados, quando poderiam ser ao faturamento'', defende. Ele argumenta que empresas que exigem grande quantidade de mão de obra, compromente grande parte do que faturam com a folha. ''Ao contrário de empresas de alta tecnologia, por exemplo, que usam apenas de 10% a 20% de mão de obra e, em grande parte, têm faturamento alto.''
Neste ponto, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) concorda, embora não acredite em ampliação da formalização. Conforme o presidente da CUT no Paraná, Roni Barbosa, as empresas que mais faturam, na maioria das vezes, são as que menos contribuem com tributos. ''O atual modelo de tributação onera as empresas que mais empregam. Não acredito, entretanto, que a diminuição dos encargos tenha impacto relevante na formalização. Mas sempre vemos com bons olhos a diminuição da carga tributária'', comenta Barbosa, advertindo também sobre a necessidade de haver outra fonte para auxiliar a Previdência.
O mesmo acredita o economista do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), Cid Cordeiro. Para ele, há uma crença no País de que a redução dos encargos sociais aumentaria a formalização de empregos. ''Exemplo disso é que nos últimos anos não houve redução de encargos nem da carga tributária e o País bateu recordes de carteiras assinadas. O crescimento econômico teve ligação com o aumento das linhas de crédito, aumento do salário mínimo e vários programas do Governo Federal.'' (M.T.)
 
Fonte: Folha de Londrina - PR
Só a simples mensão de mexer na tributação da folha de pagamento repercutiu fortemente entre defensores e oposionistas. Um dos pontos críticos é o temor sobre os efeitos diretos no financiamento das aposentadorias, pensões e auxílios, já que haveria uma perda de arrecadação para os cofres do INSS na ordem de R$ 9,2 bilhões apenas no primeiro ano. Somente com este tributo arrecada-se o equivalente a mais de 8% da renda nacional.
A compensação deveria ser feita com o corte de despesas permanentes, elevação ou até mesmo criação de um novo imposto ou contribuição, como a temida Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).
Ricardo Barros, secretário estadual da Indústria, Comércio e Assunto do Mercosul (Seim), concorda que desonerar a folha favoreceria a formalização de empregos, embora alerta sobre a necessidade de haver compensações. ''Além da redução dos encargos, o que devemos discutir é para que haja uma transferência desses tributos. Hoje, estes são vinculados ao número de empregados, quando poderiam ser ao faturamento'', defende. Ele argumenta que empresas que exigem grande quantidade de mão de obra, compromente grande parte do que faturam com a folha. ''Ao contrário de empresas de alta tecnologia, por exemplo, que usam apenas de 10% a 20% de mão de obra e, em grande parte, têm faturamento alto.''
Neste ponto, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) concorda, embora não acredite em ampliação da formalização. Conforme o presidente da CUT no Paraná, Roni Barbosa, as empresas que mais faturam, na maioria das vezes, são as que menos contribuem com tributos. ''O atual modelo de tributação onera as empresas que mais empregam. Não acredito, entretanto, que a diminuição dos encargos tenha impacto relevante na formalização. Mas sempre vemos com bons olhos a diminuição da carga tributária'', comenta Barbosa, advertindo também sobre a necessidade de haver outra fonte para auxiliar a Previdência.
O mesmo acredita o economista do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), Cid Cordeiro. Para ele, há uma crença no País de que a redução dos encargos sociais aumentaria a formalização de empregos. ''Exemplo disso é que nos últimos anos não houve redução de encargos nem da carga tributária e o País bateu recordes de carteiras assinadas. O crescimento econômico teve ligação com o aumento das linhas de crédito, aumento do salário mínimo e vários programas do Governo Federal.'' (M.T.)

Fonte: Folha de Londrina - PR

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Correção do IR favorece classe média em detrimento de aposentados

Ao preferir negociar a correção da tabela do Imposto de Renda em vez de tolerar alteração do valor de R$ 545 proposto para o salário mínimo, o governo federal indica melhores condições financeiras principalmente para quem ganha entre R$ 1,5 mil e R$ 4 mil por mês.

Essa foi a estratégia adotada pelo governo para tentar convencer sindicatos e políticos a aceitar o valor do mínimo definido pelo Executivo. Na interpretação da cúpula do governo, com a evolução da renda do trabalhador nos últimos anos, as centrais sindicais - entidades mais fortes nessa negociação - estão cada vez mais apresentando demandas da classe média.
Com a correção da tabela, o governo beneficiaria diretamente 24,5 milhões de pessoas, que declaram o IR. Os sindicatos pediram correção de 6,46%, mas a proposta do governo é corrigir a tabela apenas em 4,5%. Independentemente do percentual, terão maior vantagem com a correção aqueles trabalhadores com renda mais baixa, mas acima do piso atual para recolhimento do IR, de R$ 1.499,15.

De cara, a correção da tabela em 4,5% vai elevar a faixa de quem é isento do IR, de R$ 1.499,15 para R$ 1.566,61. Para quem ganha mais de R$ 3.911,63, a redução do valor a ser pago de imposto de renda seria de R$ 31,18 por mês. No grupo intermediário, de renda entre R$ 1.566,61 e R$ 3.991,63, a redução do IR pago ficará abaixo do teto de R$ 31,18 por mês, mas o percentual que deixará de ser pago em relação à renda tende a ser maior do que para quem ganha mais de R$ 3.991,63. E, dentro dessa faixa intermediária, o IR pago fica menor proporcionalmente quanto menor for a renda. “Quem recolhe IR, mas tem renda menor, ganha relativamente mais com a correção da tabela”, resume Sérgio Mendonça, economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Pelo pleito dos sindicalistas, de correção da tabela em 6,46% (conforme variação do INPC em 2010), o valor máximo de redução do IR pago ao mês seria de R$ 44,75. “A falta de uma correção ou o reajuste parcial da tabela são formas de aumentar a arrecadação com a inflação”, diz Luiz Antonio Benedito, diretor de estudos técnicos do Sindifisco Nacional, o sindicato dos trabalhadores da Receita Federal.

Com a correção da tabela em 4,5%, o valor de dedução por dependente por mês sobe de R$ 150,69 para R$ 157,47 e a dedução anual com gastos com educação sobe de R$ 2.830,84 para R$ 2.958,22, segundo simulação do Sindifisco Nacional.

Governo vinculou uma negociação à outra

Na semana passada, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que qualquer correção da tabela do Imposto de Renda dependeria do encerramento da discussão sobre o valor do salário mínimo. O governo está preocupado, principalmente, com o custo fiscal das duas medidas e está claramente mais tolerante em negociar a tabela do IR em vez do mínimo.

O governo entende que, como se trata de redução de impostos, a correção da tabela do IR ainda para 2011 não precisa ser submetida ao Congresso e pode ser feita a qualquer momento, sofrendo o ajuste por conta dos recolhimentos feitos até agora pela tabela antiga apenas na entrega da declaração de cada contribuinte, em 2012.

Salário mínimo pesa mais para aposentados


A negociação do salário mínimo afeta diretamente a remuneração de 47 milhões de pessoas, segundo o Dieese, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2008. Desse total, 19,2 milhões são beneficiários do INSS, que recebem aposentadoria ou demais benefícios. “Quem mais se beneficia com o aumento do salário mínimo são aposentados, funcionários do comércio e da construção civil e empregados domésticos”, destaca Mendonça.

O governo trabalha sempre com a conta de que cada R$ 1 a mais no salário mínimo implica aumento das despesas do Orçamento de R$ 298 milhões. A maior parte desse custo sairia exatamente da Previdência Social, para bancar aposentadorias. Com a correção do IR, a perda de arrecadação do governo estaria entre R$ 2 bilhões e R$ 3 bilhões, sem impacto direto déficit previdenciário.

Tanto Mendonça quanto Benedito entendem que o governo não deveria misturar as duas discussões, sobre salário mínimo e Imposto de Renda. Essa dualidade é totalmente indevida, porque leva a uma situação de se beneficiar a classe média, pelo Imposto de Renda, em detrimento do aposentado, que depende do salário mínimo, ou vice-versa, avaliam.

Mantega fala ao Congresso hoje


Mantega vai nesta terça-feira (15) à tarde ao Congresso defender a aprovação do salário mínimo em R$ 545, na Comissão Geral da Câmara dos Deputados. O governo teme que propostas da oposição de elevar o mínimo até R$ 600 ou mesmo dissidências na base aliada resultem em aprovação de valor diferente do proposto.

Em seu discurso, Mantega vai lembrar que o valor de R$ 545 respeita negociação feita entre governo e centrais sindicais anteriormente e, pelo mesmo critério – que inclui variação de PIB e inflação – o salário de R$ 545 neste ano deverá chegar a R$ 615 em 2012, por conta da variação prevista para o PIB neste ano.

Concomitante ao discurso de Mantega, as centrais sindicais combinaram para esta terça-feira uma manifestação no Congresso Nacional. Segundo a Força Sindical, a ação é uma tentativa de sensibilizar os parlamentares da importância de se reajustar o salário mínimo para R$ 580, corrigir a tabela do IR e aumentar o valor das aposentadorias.

Câmara derruba emendas e aprova salário mínimo de R$ 545

Emendas que elevavam mínimo para R$ 560 e R$ 600 são rejeitadas
Governo Dilma Rousseff enfrentou primeiro teste do ano no Congresso.

Com a rejeição de duas emendas que previam reajustar o salário mínimo para R$ 560 (do DEM) e R$ 600 (do PSDB), a Câmara dos Deputados aprovou integralmente, no início da madrugada desta quinta (17), o projeto de valorização do mínimo apresentado pelo governo.
Com isso, o salário mínimo, atualmente em R$ 540, passa a R$ 545. A votação foi o primeiro grande teste da capacidade de coesão da base governista na Câmara.
Para entrar em vigor, a proposta necessita agora de aprovação no Senado, onde a votação deve acontecer na próxima semana. Se os senadores introduzirem modificações, a proposta terá de voltar para a Câmara. Do contrário, será enviada para sanção presidencial.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

DIRF 2011 tem prazo para 28 de fevereiro

Acompanhe mudanças na Declaração do Imposto de renda para beneficiários estrangeiros e contribuintes que recebem pensões e aposentadoria por doenças graves.

Em 2011, a DIRF (Declaração do Imposto de renda 2011) apresenta aos contribuintes novas obrigatoriedades

A primeira novidade é a inclusão de beneficiários estrangeiros.
- Pessoas físicas ou jurídicas domiciliadas no país que efetuaram pagamento, crédito, emprego ou remessa a residentes ou domiciliados no exterior, inclusive em casos de isenção de alíquota zero estão inlcuídas na obrigação.

- Quem está ausente no exterior a serviço do país, o rendimento corresponderá a 25% do salário pago em língua estrangeira, convertido em reais, baseado na taxa de compra do dólar(último dia útil da primeira quinzena do mês anterior ao do pagamento do rendimento).

A segunda, é referente a contribuintes pensionistas e aposentados em casos de doenças graves, respeitandoos limites estabelecidos pela legislação DIRF 2011.

Em caso de erros ou informações incorretas/omissas, pode-se aplicar multa de 2% ao mês-calendário ou fração sobre o montante dos tributos e contribuições informadas na DIRF. Os valores variam de R$ 200,00 (pessoas físicas, jurídicas inativas e jurídicas optantes dentro do regime de tribuitação) a R$ 500,00 nos demais casos.

Com prazo de entrega da DIRF marcado para 28 de fevereiro, muitos contribuintes recorrem aos softwares na expectativa de conseguir entregar a obrigação dentro do previsto. "Quando a Receita comunica alguma alteração, nós já adaptamos todo o sistema de forma a prestar o apoio e a agilidade que o cliente precisa", explica Eveline Barroso, gerente de produto da Fortes Informática.