Criado em 2008 para permitir a formalização de profissionais autônomos com Faturamento de até R$ 60 mil por ano, o microempreendedor individual (MEI) representa a maioria das novas empresas registradas no Brasil.
Entre janeiro e março deste ano, foram abertos 428.741 negócios.
Desses, 65% foram criados por MEIs. Depois, vieram as empresas
individuais, com 16% do total.
O setor de Serviços
foi o destaque no início deste ano, responsável por 59% das empresas
abertas. Em seguida, ficou o comércio, com 32% do total, enquanto a
indústria registrou 8% das aberturas.
Os resultados fazem parte de estudo inédito realizado pela Serasa
Experian, empresa de informações financeiras, com dados das Juntas
Comerciais de todo o país.
O estudo também comparou o total de nascimento de empresas nos
primeiros três meses de 2013 com o dos primeiros trimestres desde 2010.
Os dados mostram queda de 4,1% na criação de empresas no primeiro trimestre de 2013, em relação ao mesmo período do ano passado.
Segundo o Economista da Serasa Experian Luiz Rabi, responsável pelo estudo, a desaceleração da Economia brasileira em 2012 está entre as causas da diminuição no número de empresas abertas.
Além disso, Rabi diz que o elevado nível de emprego atual estimula menos pessoas a trabalhar por conta própria.
"Geralmente, os microempreendedores são responsáveis por pequenas lojas e Serviços
de manutenção. Muitas vezes, quando eles têm a possibilidade de uma
ocupação, vão para o mercado de trabalho como funcionários contratados",
afirma.
O Economista
diz acreditar que, como a lei que instituiu o microempreendedor
individual é nova, o seu impacto nas estatísticas será maior com o
tempo.
FORMALIZADO
O eletricista José Trajano de Souza, 40, formalizou-se como
microempreendedor individual neste mês. Trabalhava como funcionário até o
ano passado, mas, em 2013, viu a oportunidade de aumentar os seus
ganhos atuando por conta própria.
"Pouca gente tem conhecimento da minha profissão e sempre tem muito serviço para fazer", diz o eletricista.
Trajano conta que conheceu o MEI pela televisão e que foi orientado pelo Sebrae sobre como se formalizar.
Pagando R$ 32 por mês de impostos e contribuição para a
Previdência, ele diz que, além da possibilidade de aposentadoria, a
formalização como microempreendedor individual permite que ele possa
fazer mais trabalhos.
"Vi que tem muito serviço que eu poderia pegar, mas, para conseguir o trabalho, precisava emitir nota", afirma o eletricista.
Fonte: Folha de São Paulo - SP

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